Hoje me lembrei de algo que já tinha me esquecido há tempos. Me lembrei de como ficar feliz pode ser também ficar profundamente triste, e por coisas que os outros nem imaginam ou fingem não imaginar. E então me perguntei se quero qualquer uma dessas duas coisas, ou qualquer coisa de qualquer maneira. Não sei se quero esse trabalho todo. Porque sair da inércia dá trabalho, muito trabalho. É preciso coragem, e eu já não sei mais se ainda quero ter essa coragem.
Eu tenho dentro de mim um eu inseguro e medroso, que grita às vezes querendo atenção. E eu finjo não ser meu eu, tento dar ouvidos apenas àquela brava e risonha que está sempre de pé pra si e para os outros. Mas chega uma hora em que ela quer descansar, não se aguenta mais sob as pernas e pede colo, porque ser feliz dá trabalho, e ela sabe disso...
"Quem lhe disse que eu era/ Riso sempre e nunca pranto?/ Como se fosse a primavera/ Não sou tanto" (Chico Buarque)
Eu tenho dentro de mim um eu inseguro e medroso, que grita às vezes querendo atenção. E eu finjo não ser meu eu, tento dar ouvidos apenas àquela brava e risonha que está sempre de pé pra si e para os outros. Mas chega uma hora em que ela quer descansar, não se aguenta mais sob as pernas e pede colo, porque ser feliz dá trabalho, e ela sabe disso...
"Quem lhe disse que eu era/ Riso sempre e nunca pranto?/ Como se fosse a primavera/ Não sou tanto" (Chico Buarque)